Quase Fim
_Chega.
Ela pega sua mochila e começa a enchê-la com o que ainda restava de si naquele lugar.
__Susan, espera.
__Esperar o quê? Esperar você decidir se quer ficar comigo ou com as putas que você traz aqui? Estou cheia disso, cheia de você me ligar em uma noite qualquer só pra foder comigo. Não é assim que as coisas funcionam, Jorge, e você devia saber disso. Não é assim que as coisas funcionam comigo.
__Eu te amo...
__Ama o caralho! Você só diz isso quando está muito bêbado ou quando está me perdendo. Não sei quantas cervejas você bebeu, mas eu estou indo embora.
Coloca a mochila nas costas e atravessa a porta, batendo-a com a força que teve para sair de lá. Caminha rapidamente, ofegante, a fim de sair logo dali, de não deixar o amor a alcançar. Sente o asfalto gelado e percebe que esqueceu seus sapatos. Ela não se importa, não se importa com os sapatos. Por mais que eles fossem os seus preferidos, vermelhos, eles já estavam gastos demais.